abr 13 2026 Crise institucional no Rio paralisa decisões do governo interino Autoria: Redação | Fotos: Divulgação Impasse entre STF e TSE mantém estado sem definições políticas e afeta funcionamento da máquina pública. O Rio de Janeiro atravessa um período de incerteza institucional que já provoca efeitos diretos na administração estadual. Desde que assumiu interinamente o comando do Executivo, o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, mantém sua rotina no próprio TJ e não despacha no Palácio Guanabara, o que tem contribuído para a desaceleração de decisões essenciais do governo. Reuniões com o secretário da Casa Civil, Marco Simões, têm ocorrido majoritariamente no prédio do Judiciário. A dinâmica, porém, impacta a gestão: decretos orçamentários, remanejamentos de recursos e autorizações administrativas deixaram de ser publicados nas últimas semanas, travando projetos, obras e serviços que dependem de ajustes financeiros. Apenas licitações que não exigem atos do governador seguem em andamento. O cenário é agravado pela indefinição jurídica. Embora o TSE já tenha tomado decisão sobre a situação eleitoral do estado, o STF ainda não concluiu o julgamento que definirá o modelo de eleição para o mandato-tampão. O processo está parado após pedido de vista, prolongando a transição e mantendo o Executivo sob condução indireta e limitada. Na Assembleia Legislativa, deputados aguardam a recontagem de votos após a cassação de Rodrigo Bacellar. O resultado deve ser divulgado nesta segunda (13), e já há expectativa de que a eleição para a presidência da Casa ocorra na sessão de terça (14). Servidores do Palácio Guanabara e parlamentares avaliam que a demora na definição do quadro político pode gerar impactos práticos sobre contratos, serviços públicos e o funcionamento da máquina administrativa, ampliando a sensação de paralisia no governo estadual.